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27 Nov 2018 04:58
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<h1>Cinco Truques Para Fisgar O Recrutador Pela Internet</h1>

<p>O t&eacute;rmino das senhas ou a valoriza&ccedil;&atilde;o da privacidade? A concretiza&ccedil;&atilde;o das distopias do seriado 'Black Mirror' ou uma viagem at&eacute; T&oacute;quio em 50 minutos? Em teu d&eacute;cimo anivers&aacute;rio, a Serafina convocou escritores e cartunistas para pensar a na&ccedil;&atilde;o e o universo daqui a 10 anos. Penso antes nas coisas que v&atilde;o desaparecer do que nas que v&atilde;o surgir. &Aacute;gua mineral em garrafas de pl&aacute;stico.</p>

<p>Chaves e fechaduras. Senhas. Fios, tomadas, carregadores: acredito que a ilumina&ccedil;&atilde;o solar possa oferecer conta. Picha&ccedil;&otilde;es, bullying, ass&eacute;dio sexual haver&atilde;o de apagar, com c&acirc;meras dentro de salas de aula e em toda divis&atilde;o. Cadeias ir&atilde;o ampliar, a menos que a puni&ccedil;&atilde;o por banimento eletr&ocirc;nico e tratamento qu&iacute;mico se generalize. Numera&ccedil;&atilde;o de roupas e sapatos.</p>

<p>Nunca funcionou perfeitamente, ali&aacute;s. Com biometria e impress&atilde;o em 3-D, tua roupa chega sem ajustes. Costureiras, motoristas de t&aacute;xi, funcion&aacute;rios de caixa, balconistas: os empregos na &aacute;rea de servi&ccedil;os conhecer&atilde;o o mesmo decl&iacute;nio experimentado no universo industrial. Sobrar&atilde;o os entregadores, n&atilde;o acredito que de bicicletas. Dif&iacute;cil idealizar o desaparecimento das for&ccedil;as armadas tradicionais em t&atilde;o curto prazo. Todavia a batalha eletr&ocirc;nica (penso em hackers causando de apag&otilde;es a acidentes nucleares) avan&ccedil;ar&aacute;. O triunfo fim da ci&ecirc;ncia sobre a religi&atilde;o depender&aacute;, mais e mais, da China.</p>

<p>Quando somos adolescentes, 10 anos s&atilde;o muitos anos. Ainda me lembro: teria uns 20 e a ideia de ter trinta era, simultaneamente, remota e espantosa. No momento em que cheguei aos 30, os quarenta neste instante eram menos remotos contudo mais espantosos. Sobretudo pelo motivo de o tempo passava muito rapidamente e eu ainda me lembrava de ter chegado aos vinte na semana anterior. Hoje, com 40 e mais uns trocos (41, pronto, quase 42), olho para os cinquenta (pros 51, pronto, quase 52) e entendo que l&aacute; estarei amanh&atilde; de manh&atilde;. Meio s&eacute;culo de exist&ecirc;ncia: n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel.</p>

<p>A festa s&oacute; come&ccedil;ou. E depois, com o meu incur&aacute;vel narcisismo, vou desbobinando as enciclop&eacute;dias masoquistas em contagem decrescente: Mozart morreu aos 35; Charlie Parker aos 34; Keats aos 26. E eu? Que fiz eu aos 50? Os amigos entram em cena: Saramago despontou para a literatura aos 60! Ainda tens 10 anos! &Eacute; isto que adoro nos meus amigos: o talento para a inverdade piedosa. Eles &eacute; que merecem o Nobel. Lamento, Serafina: n&atilde;o imagino como ser&aacute; o mundo daqui a uma d&eacute;cada. Penso que o contexto ser&aacute; outro -ve&iacute;culos sem motorista; um rob&ocirc; em cada resid&ecirc;ncia; Viagra pela pasta de dentes. Mas se o passado ensina alguma coisa &eacute; que n&oacute;s, humanos, continuaremos a ser o mesmo caos pat&eacute;tico de a toda a hora.</p>

<p>Inseguros, invejosos, espavoridos. Contudo assim como capazes de gostar, imaginar e fazer. No momento em que imagino no universo futuro, n&atilde;o &eacute; no universo que eu penso. &Eacute; em meu mundo. Na minha tribo. Os meus amores, os amigos meus. E at&eacute; os meus advers&aacute;rios, sem os quais a vida perderia cada encanto. Se eu e eles estivermos por c&aacute; quando eu vir aos 50 anos (ok, desisto: 52), garanto ao leitor que melhor &eacute; inaceit&aacute;vel.</p>

<p>O universo em 2028 ser&aacute; mais pr&oacute;spero, pac&iacute;fico, verde, tolerante, abundante e envolvente. Passaremos muito mais noites frescas trocando figurinhas da Copa ou das Olimp&iacute;adas com estranhos pela avenida. Beberemos drinques com champagne como quem hoje toma cerveja em lata. O Brasil receber&aacute; bravos imigrantes que deixar&atilde;o a na&ccedil;&atilde;o mais cosmopolita e divertido.</p>

<p>A &Aacute;frica ser&aacute; a nova China e mais centenas de milh&otilde;es de pessoas sair&atilde;o da mis&eacute;ria. Todavia haver&aacute; um problema: os intelectuais. Com a produtividade superior, mais gente ser&aacute; capaz de se conceder ao luxo de atravessar a exist&ecirc;ncia problematizando. A bordo de hot&eacute;is com rodas (&ocirc;nibus aut&ocirc;nomos com su&iacute;tes individuais e servi&ccedil;o de quarto), intelectuais e pol&iacute;ticos far&atilde;o romarias pelo Brasil disseminando ideias de injusti&ccedil;a e opress&atilde;o.</p>
<ul>
<li>Vinte e tr&ecirc;s - s&aacute;bado - esta&ccedil;&atilde;o Paulista</li>
<li>Converg&ecirc;ncia de m&iacute;dias</li>
<li>300000 visualiza&ccedil;&otilde;es = $ 900</li>
<li>Sua mensagem</li>
<li>09/10/2012 &agrave;s 14:43</li>
<li>Certifique-se de que seu web site seja r&aacute;pido</li>
<li>quatrorze - 4 Cantos - Karyna Spinelli (de Karynna Spinelli)</li>
<li>Use anota&ccedil;&otilde;es</li>
</ul>

<p>As dificuldades que eles inventarem ser&atilde;o pauta de m&iacute;dias sociais e sites de not&iacute;cia. Viveremos em 2028 no universo mais interessante e pr&oacute;spero at&eacute; logo, por&eacute;m que pena: n&atilde;o teremos consci&ecirc;ncia disso. Em 10 anos, olharemos pra tr&aacute;s e morreremos de vergonha do festival de selfies, das imagens dos pratos de comida, da presen&ccedil;a perfeita pela ioga, do exibicionismo sem t&eacute;rmino, da ostenta&ccedil;&atilde;o sem limite que desfilamos nas m&iacute;dias sociais. Reclamamos que o Facebook entrega de bandeja nossos detalhes, entretanto diariamente servimos sem parcim&ocirc;nia, depois de uma m&atilde;ozinha de verniz, claro, uma vers&atilde;o melhorada do que somos. A superexposi&ccedil;&atilde;o transformou pessoas sem talentos em celebridades.</p>

<p>Vivemos em uma &eacute;poca em que somos o que postamos, n&atilde;o o que fazemos. Nossa individualidade virou artefato para consumo externo, o que os especialistas chamam de &quot;personal brands&quot;. Contudo a onda que nos empapu&ccedil;ou de Kardashians e Pugliesis imediatamente come&ccedil;a a oferecer sinais de decad&ecirc;ncia. Por que passamos em t&atilde;o alto grau tempo vivendo experi&ecirc;ncias que n&atilde;o s&atilde;o nossas ou escancarando nossas vidas &agrave; espera de likes? A organiza&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias Box1824 detectou um novo jeito entre adolescentes de dezoito e vinte e quatro anos, o de deixar as redes sociais ou decretar uma grande mudan&ccedil;a em como elas funcionam.</p>

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